A rica amizade do punheteiro cortês ou etiqueta entre punheteiros

 


Tem como fortalecer e manter boas amizades de punheta? É possível ter uma boa rede de contatos de punheta que me ofereça novidades e condições de ter mais prazer nas minhas punhetas? Se quiser boas respostas para essas perguntas tão importantes para um punheteiro compulsivo, leia este texto.

A polidez é uma marca reconhecida de todo homem elegante, e a cortesia é um distintivo de uma personalidade encantadora. Um homem distinto, ou um cavalheiro de fina estampa, seja em que circunstância for, sempre se diferencia e tem seu valor aquilatado por aqueles que o rodeiam. A fina flor da educação coloca polimento inclusive nas dimensões mais primitivas e animalescas da vida. Assim é que, entre os punheteiros, alguns se diferenciam por seu comportamento e atitudes generosas.

É notável que, quando se fala de punheta, fala-se de sexo, e sexo faz parte dessa vida animal em que, na natureza, cada criatura toma para si o que a satisfaz. Contudo, ao se falar de seres humanos, podemos esperar algo além da busca voraz da própria satisfação; afinal, o homem, pelo menos em tese, é capaz de domar seus próprios instintos e, mais ainda, pensar no outro antes de si.

Motivado pelo meu próprio enfado diante de almas decadentes que, incansável e reiteradamente, surgem à minha porta para pedir, como mendicantes exaltados, mais do que eu possa dar, decidi escrever esta brevíssima crônica. Apesar de confessar meu enfado com aqueles que aparecem apenas para pedir, em tons de exigência, objetos inspiradores para sua masturbação, não lhes quero mal nem os desprezo. Ao contrário, somos confrades nessa grande irmandade punheteira e precisamos uns dos outros, pois todo gozo compartilhado se torna mais potente. O que quero é elevar as almas e os modos de meus comparsas para que a vivência masturbatória alcance novos e mais dignos patamares.

Será fácil para quem estiver lendo esta crônica visualizar a seguinte situação: imagine um marido dado ao prazer solitário, que desfruta de um casamento com uma dama de exuberante gostosura. Agora acrescente, ao fato de o marido dispor dessa esposa de elevado capital estético, o detalhe de que a digníssima cônjuge se presta a fazer fotos nuas e até outras mais saborosamente indecentes, agasalhando o pujante membro do esposo. Parece bom??? Na verdade pode ser melhor ainda! Sim, imagina que esse casal faz até vídeos chamadas (logicamente quando é possível, quando querem e com quem querem).

É certo que o material pornográfico produzido por aquele marido será de boa procedência e de provocante tesionamento. Mais certo ainda que uma vídeo chamada com esse casal vai ser de grande valia para lambuzo total do esporramento do voyeur que os assistir. E chegamos, finalmente, ao ponto definitivo do imbróglio: mais um item deve se somar ao que já foi imaginado. Esse marido gosta de exibir as imagens de sua esposa para que ela seja desejada e homenageada por outros homens. Então, note que ele conseguirá muitos contatos no mundo digital para mostrar como sua escolhida, sua consorte, sua doce amada, sabe ser uma putona obscena.

Naturalmente, quando esse marido faz contato com alguém, é natural que esteja ele mesmo movido pela excitação de um momento e, com facilidade, exibirá as fotos e a esposa. Não obstante, haverá aquele momento em que o marido entrará na internet ainda flácido, tímido, buscando inspiração. Nessa hora surgirá para o marido um confrade que já está animado e, por estar em ponto de ebulição, chega em seco pedindo fotos da esposa daquele primeiro.

O confrade punheteiro não dá bom-dia, não pergunta como o marido está, não conversa; ele apenas dispara o que quer, com a fúria de quem deseja gozar imediatamente. O problema é que isso não acontece uma única vez ou casualmente. Quase todo confrade que encontra um marido com farto e deleitante material da esposa chega ao esposo sem tato e sem polidez, indo direto aos "finalmentes".

Isso se avoluma tanto que, em certa hora, o que dava prazer ao marido — um outro homem com tesão em sua mulher — torna-se o enjoativo e enfadonho dever de satisfazer o outro. São mensagens e mais mensagens: “Manda foto da gostosa!”, “Deixa eu ver ela, seu corno!”. Um ponto importante aqui é também a nomenclatura usada: “seu corno”. Nem todos curtem esse nome ou gostam de ser humilhados, apesar de tantos outros apreciarem isso.

O epílogo desta historieta é que, depois de qualquer um que vê o marido on-line — ou mesmo off-line — apenas vir pedir mais e mais fotos, o marido desanima, não responde e se cala. Lamentável tristeza para todos os envolvidos no negócio; afinal, o que era lucrativo para todos deixou de render.

Com a vídeo chamada acontece algo parecido mas em outro nível. Ou o afobado confrade punheteiro quer que o marido entre no quarto e filme a esposa dormindo, sem considerar fatos como o respeito ao sono e privacidade da mulher, ou ainda, que esposo não quer acordar ela, pois ela trabalha no dia seguinte. Alguns tem a empáfia de colocar em dúvida a idoneidade do marido, achando que por algum motivo a mulher dele não sabe de nada (nos casos que o marido declara que a mulher sabe e participa) ou que o cara nem seja casado. Isso algumas vezes descamba para uma imaturidade infantil que funciona nos seguintes termos do punheteiro afobado: "- O quê?! Não vai acordar a sua mulher e trazer ela aqui só porque eu quero? Então, é porque não ela não existe ou porque está me enrolando!". Como se o mundo, a vida e a economia doméstica dos outros girasse ao redor do umbigo do garotinho mandão. Acho que alguém que tem um casal com pessoas gostosas que topam se exibir na cam deveria ter a noção que é um sortudo, tanto quanto é sortudo o casal que encontra um cara legal que não é um chato de galochas. Mas, obviamente para cada casal que topa fazer isso tem dez mil caras solos que estão no encalço desse fino prazer. Há uma desigualdade na busca que favorece o casal. Bloquear um chato não faz a mínima diferença para um casal. Mas, para um solo, encontrar um casal que se exibe, usa brinquedinhos e vai do oral para o anal e perder isso por impaciência, pode ser desperdiçar ouro.

Aqui já posso dar as primeiras instruções para a educação masturbatória por meio de uma etiqueta digital. Se você tem um amigo casado que o abastece com fotos da esposa, saiba que ele quer sentir prazer tanto quanto você. Se, para você, o prazer é receber uma foto da mulher do seu amigo, seu amigo também terá prazer com sua demonstração de tesão pela esposa dele.

Por isso, sempre tenha em mente as regras básicas da boa educação: dizer “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite”, perguntar “como vai você?”. E, para além desse protocolo, lembre-se de que é necessário dar para receber. Então, nunca apareça sem elogiar a aparência ou a atitude da esposa do amigo. Nunca deixe de dizer o que gostaria de fazer com a esposa do amigo — se ele gostar de ouvir isso — e detalhe bastante o que disser, sem medo de ser repetitivo ou redundante. O tesão dá licença poética para o pleonasmo. O ruim é ver que o cara do outro lado não faz esforço nenhum, só quer gozar e tem preguiça de oferecer ao menos um papo que vale a pena.

         Também existem os maridos que gostam de ver fotos do pau duro do confrade para a mulher deles. Se o marido gosta disso, mande fotos e vídeos do seu pau demonstrando tesão pela mulher do amigo. É tão simples a regra: “dar e receber”. Assim motivado, o marido mandará fotos da esposa para seu confrade punheteiro sem nem que ele peça, pois estará certo de que o ganho será sempre mútuo.

Ainda que tenha sido usado aqui o exemplo do marido que compartilha fotos da esposa e do casal que faz vídeo chamadas, os princípios e fundamentos do bom relacionamento entre punheteiros são os mesmos para solteiros ou qualquer outro punheteiro.

Dois pontos ficaram para ser explanados nas considerações anteriores, a saber: como chamar e tratar o outro e o princípio do “dar para receber”. Em relação a como chamar o outro, deve ser considerada regra de polidez perguntar à pessoa como ela prefere ser chamada ou se está desconfortável com o tratamento que lhe é oferecido.

No caso do marido, isso é mais evidente: chamá-lo de corno ou não. Alguns adoram ser chamados assim; outros não gostam. Tudo tem a ver com o fetiche da submissão ou da humilhação. Alguns apreciam a posição humilhante do corno; outros não gostam; e alguns sequer consideram humilhante ser corno. E como saber como é a pessoa com quem você está conversando? Só há um jeito: perguntando.

Pergunte e, depois, sinta-se à vontade para tratar a pessoa como você já sabe que ela gosta de ser tratada. Vale o mesmo para a forma de se referir à esposa do amigo. Pergunte e descubra se ele prefere que você trate a mulher dele de modo mais educado e formal ou se gosta mesmo do escracho e adora que chamem sua diva de puta, ordinária e vadia.

Vindo para o universo dos solteiros e dos punheteiros em geral, alguns preferem tratamentos como “amigo”, “parceiro” e “camarada”; outros se sentem à vontade com nomes mais chulos, como “puto”, “safado” e “filho da puta”. Novamente, vale a regra de que é mais educado perguntar do que chamar o outro, do que usar um nome de que ele não goste.

Um cavalheiro de personalidade encantadora dá apelidos certeiros, que caem no gosto de seu confrade punheteiro. Seja um apelido baseado em características físicas — “pé de mesa”, “buraco negro”, “pintinho”, “pp”, “culhões”, “bigballs”, “branquelo”, “pica torta”, “tora” —, seja em características de personalidade ou fantasias — “taradão”, “bombador”, “mágico”, “cavalheiro”, “rei” e outros, ou simplesmente o bom e velho "punheteiro".

Elogiar também é uma atitude encantadora que valoriza a personalidade de um confrade punheteiro. E, como os encontros entre confrades giram sempre em torno do prazer, elogios reforçam os laços de parceria, bem como intensificam o gozo do momento. Um bom confrade punheteiro é sempre prodigioso em elogiar.

A regra do “dar e receber” é um princípio fundamental para o fortalecimento de amizades punheteiras. Uma alegria para um punheteiro é entrar na internet e ver que algum confrade lembrou-se dele durante a punheta e, depois de gozar, compartilhou com o amigo o filme, a foto ou algo que lhe deu tesão.

Bons confrades sempre conversam sobre o que lhes dá tesão. É maravilhoso ter um amigo punheteiro que gosta de ver a mesma pornografia que você. Alguns gostam de pés, outros de velhas, outros de anal, alguns de mijo — e isso é o que menos importa para quem está aliançado pelo hábito da punheta. O que importa mesmo é punhetar!

Mas é muito legal encontrar um link de filme pornô mandado especialmente para você, acompanhado da mensagem: “Eu não curto essas paradas, mas vi esse filme, lembrei de você, que gosta disso, e decidi te mandar o vídeo”.

Aqui estamos no auge da fraternidade masturbatória, pois o amigo esqueceu seus próprios gostos para cuidar do apetite do outro e mandar algo que fará apenas ele gozar. Esse é o topo da civilização da punheta; é o verdadeiro altruísmo cívico punheteiro.

Um gentleman da punheta também é diversificado: passa links de vídeos, mas também gifs muito tesudos, memes indecentes e cômicos. Essa riqueza, que pode até incluir vídeos não pornográficos, mas relacionados a sexo, faz um bom confrade punheteiro — ou um punhetador inesquecível.

Existem os punheteiros que gostam de se masturbar juntos na cam. Aqui também existem alguns modos que indicam fineza. Um confrade punheteiro nunca manda um convite escandaloso de reunião para outro sem perguntar antes se pode fazer isso.

        Imagine que o sujeito seja professor e, no intervalo, na sala dos professores, decida entrar no Teams — antigo Skype — para compartilhar um gif safado. Então, um confrade, ao ver que ele está on-line, manda imediatamente um convite para reunião e aparece mostrando o pintão na tela. O confrade, que é professor, quase joga o celular para o alto com o susto e ainda precisa esconder, de maneira suspeita, a tela do aparelho. Imagine o constrangimento!

Eu exagerei na descrição. O apito do Teams é alto, mas ele não mostra a câmera da outra pessoa até que a chamada seja aceita. De qualquer forma, chamar um amigo para a cam sem que ele tenha declarado estar pronto e poder abrir a própria câmera é deselegante.

Quem curte isso também se mostra educado e ordeiro ao avisar os horários em que pode brincar assim. É muito útil saber o horário em que o confrade punheteiro que curte cam estará on-line. E, claro, se combinar algo, “dar o cano” ou não aparecer depõe contra sua moral e seriedade no compromisso com a punheta e com os amigos. Se o combinado for um encontro real para bater punheta, o caso é mais sério ainda. Naturalmente, imprevistos acontecem, mas que não seja você a criar fama de deixar os amigos “na mão”, no mau sentido. Ainda vale tratar sobre gravar as vídeos chamadas. Isto é uma coisa muito séria! Gravar uma vídeo chamada sem que a outra pessoa ou o casal do outro lado saiba é uma traição maior. Então, se quiser gravar uma vídeo chamada, a primeira coisa é combinar isso com a pessoa do outro lado antes de começar a vídeo chamada.

E, para terminar estes fundamentos da boa vizinhança da punheta, quero chamar a atenção para o hábito de deixar os confrades punheteiros “no vácuo”. É chato mandar mensagem para alguém e não receber resposta. Se você entrou em sua rede e encontrou lá uma mensagem que o amigo mandou ontem, desejando boa noite, e que você ainda não tinha visto, responda! Diga que vocês se desencontraram, que espera conversar em outro momento, qualquer coisa — menos “deixar no vácuo”. Até na situação constrangedora de não responder quando estava on-line, explique depois que estava em papo com outra pessoa e não pôde interromper para não cortar o tesão. Essa consideração, ao dar satisfação ao outro, mostra que você se importa e que a outra pessoa é importante para você. E, se a outra pessoa não for importante ou você não quiser mais falar com ela, então bloqueie ou termine a amizade. Mas não fique deixando o outro com esperança e no vácuo.

                Quando esses preceitos são observados e cumpridos toda a amizade entre punheteiros é fortalecida e mantida de forma duradoura. Se sua rede de contato de punhetas seguir essa etiqueta, ela será sempre uma fonte de novidade e alegrias para que a fonte do seu pau sempre esteja jorrando porra!


Lord Jack Fap

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